Achados histeroscópicos e perfil epidemiológico de pacientes com queixa de infertilidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.61910/ricm.v8i2.313

Palavras-chave:

Reproductive Health, Female Infertility, Uterine Endoscopy;, Gynecological Examination

Resumo

Introdução: Infertilidade caracteriza-se pela incapacidade de estabelecer uma gravidez em 12 meses de relações sexuais regulares sem contracepção. Para compreender sua etiologia pode ser necessário uma avaliação detalhada, sendo a histeroscopia considerada “padrão ouro” para investigação da infertilidade feminina. Objetivo: Estratificar e quantificar as alterações endometriais das pacientes com queixa de infertilidade que realizaram Histeroscopia, correlacionando com seu perfil epidemiológico. Método: Estudo transversal retrospectivo realizado por meio da análise de 346 prontuários de pacientes com queixa de infertilidade que realizaram Histeroscopia. Foram incluídas pacientes com queixa de infertilidade, abortos de repetição ou em propedêutica para fertilização in vitro. Resultados: Dentre as pacientes incluídas, a média de idade foi de 35,2 anos e a maioria não apresentava comorbidade clínica (77,5%). Quando presente, as mais prevalentes foram Hipertensão Arterial Sistêmica (6,5%) e Hipotireoidismo (5,6%). Nas pacientes hipertensas, foram encontradas menor proporção de achados normais (p<0,001). Dos achados da histeroscopia diagnóstica, o mais comum foram pólipos (21,3%), sinequias endometriais (13,5%) e miomas submucoso (8,9%). Dentre as pacientes que apresentaram sinequias observou-se maior proporção de mulheres submetidas previamente a procedimentos intrauterinas (p=0,014), sendo a maior parte dessas curetagens (p=0,025) e menor proporção de polipectomia (p=0,004). Conclusão: Os resultados encontrados são corroborados pelas evidências científicas atuais e fornecem dados substanciais em relação à epidemiologia das patologias da cavidade uterina que mais se associam às causas de infertilidade.

Publicado

30-09-2024 — Atualizado em 30-09-2024

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